Não é a primeira e nem a última vez que iremos falar sobre os novos tempos na composição, produção e execução de músicas contando com apoio da inteligência artificial. Isso é uma realidade e estamos aqui com mais um projeto que comprova isso. A nós basta constatar o que é gerado por tal e sua qualidade.
Sofia-Emiliana é a identidade vocal e artística que nasce da visão criativa de Kyriakos Noves, que atua sob o nome STILSO. Com base em Sugiez, na Suíça, o projeto reflete uma paixão de longa data pela música, que teve início quando Noves pegou um violão clássico pela primeira vez, aos dez anos de idade.
Inspirando-se na força emocional do hard rock e do heavy metal clássicos, Sofia-Emiliana combina arranjos potentes — guiados pela guitarra — com melodias marcantes e uma narrativa dramática.
O projeto utiliza tecnologia moderna de IA generativa para criar a distinta performance vocal feminina, enquanto o próprio Noves assume os vocais masculinos, escreve todas as letras, compõe as músicas e define cada decisão artística. A produção é assinada pela KYNOV, estabelecendo uma estrutura clara na qual a composição, a identidade artística e a produção permanecem conectadas, porém distintas.
Depois do lançamento de um single prévio, intitulado “Two Shadows”, Sofia-Emiliana chega com um disco completo de 10 músicas e quase cinquenta minutos de uma mescla bem feita entre o heavy e o rock, onde a modernidade faz parte naturalmente do processo, mas não deixa que o peso fique de lado e atende a muitos requisitos dentro de uma sonoridade onde melodia e agressividade se entrelaçam amistosamente.
A mencionada faixa “Two Shadows”, o single prévio, é um belo cartão de visitas, apresentando um metal alternativo sem economizar em riffs pesados e com o protagonismo vocal por conta da parte feminina, que transita entre lírico e drives mais agressivos, além de um refrão pegajoso. Não à toa foi a faixa escolhida como prévia.
Outro ponto alto do disco é “Burn The Silence”, faixa que chama atenção pelo peso extra e versatilidade, onde a letra transforma emoções reprimidas em força e o contexto traz um leve toque sinfônico.
Por fim, entrando em mais um destaque, “When The Devil Knocks” é uma faixa que traz um groove extra, bebendo na fonte do thrash metal noventista e também trazendo um fundo inspirado pelo blues (isso mesmo). No mais, vale à pena ouvir o disco todo e concluir qual sua faixa preferida!
