O vídeo nasce com uma imagem estática que apresenta, em primeiro plano, uma pessoa encapuzada com algo semelhante a uma balaclava. Com cigarro na mão e uma expressão um tanto fantasmagórica e, portanto, um bocado funesta, esse indivíduo se mantém paralisado, enquanto uma espécie de chiados visuais preenchem a tela congelada.
Nesse meio tempo, a sonoridade da canção se desenvolve de tal forma que explora beats compassados e enfáticos, os quais se percebem na companhia de um sonar agudo e sintético que carrega consigo uma identidade árabe incontestável. Sincopada, mas de natureza um tanto áspera, a canção vai mostrando, de maneira cada vez mais inquestionável, o fato de ser embasada em uma espécie de trap árabe bem desenvolvido.

Dentro desse universo, porém, o ouvinte se percebe na presença de loops sonoros repetitivos que causam uma sensação desértica graças à influência do rap egípcio moderno. Porém, o que de fato salta aos ouvidos é o sistema modal usado na faixa. Mesmo eletrônica, ela apresenta claramente o uso do hijaz e do bayati, modelos de escala responsáveis pela típica ambientação árabe que abraça a faixa. No mais, SOLTAN ainda apresenta inspiração no shaabi graças às suas frases com leve apelo dançante traduzido a partir do drum machine utilizado.
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