SonicNeuron traz sonoridade e questões relacionadas à IA em novo disco

Acho que já falamos por aqui que não tem pra onde correr quando se trata de IA, não é? Pois bem, é uma realidade e temos que aceitar que o entretenimento, o que inclui a música, passa por esse processo por incluir elementos relacionados a essa tecnologia e, em alguns casos, até como criando composições.

Liderado por Danny Williams (Engenheiro de Produção/Produtor) e Jason Williams (Diretor Criativo), o SonicNeuron é um projeto que explora a inteligência artificial, mas ainda sob o comando humano, gerando um disco onde trilham caminhos de diversos estilos, mas também traz um contexto filosófico bem bacana.

Intitulado “Blurred Borders”, o disco mostra o potencial da IA ​​na música e nas artes visuais, ao mesmo tempo que convida à reflexão sobre criatividade, autoria e conexão em um mundo movido por ela. O disco é um experimento ousado em criatividade impulsionada por IA, com suas seis faixas e videoclipes criados usando tecnologias avançadas de IA generativa. O áudio foi produzido por meio de plataformas de geração musical com essa tecnologia, enquanto os videoclipes foram criados com ferramentas de vídeo de IA, gerada por prompts feitos por Danny e Jason Williams.

Neste interim, notamos que os estilos que se saem bem no trabalho flertam com o eletrônico, mas em diversas facetas. Aqui, em particular, notamos que o duo optou por trazer à tona elementos do hip-hop, R&B e synthwave, mas sem se restringir a tal. Isso pode ser comprovado nestes pouco mais de 18 minutos de som e reflexão que o disco nos oferece.

Antes de apontar os destaques, é interessante esclarecer que “Blurred Borders” também funciona como um estudo, afinal de contas, ao ouvir e assistir as faixas, estamos explorando a fluidez da experiência humana em uma era impulsionada pela tecnologia, com os temas do álbum se concentrando em identidade, conexão e transformação, trazidos à vida por meio de visuais surreais e futuristas e estilos musicais variados.

Como destaques temos que ressaltar “Danzar en la luz”, uma música que traz os motes latinos, onde o pop e o reggaeton ganham contorno cativantes dançantes, e é a faixa mais alegre o disco. Não à toa é uma das mais apreciadas do projeto nas plataformas digitais.

A outra é “Quantum”, que traz um clima mais introspectivo, focada em elementos percussivos e com uma melodia mais sombria, porém sem perder a energia R&B. Porém, temos equilíbrio entre as faixas e a cada audição elas nos revelam mais detalhes.

 

 

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