Ainda que a guitarra surja em um formato distorcido, a maneira com que ela tem a sua melodia explorada sugere uma interessante maciez que envolve o ouvinte em meio a uma sonoridade fluida e leve. Mesmo que seja adornado por texturas secas, as quais são devidamente ressaltadas pelo chimbal, o primeiro elemento a oferecer os vislumbres rítmicos, o instrumento se mostra uma peça importante na condução do tempo da composição.
Ao mesmo tempo em que esses elementos constroem uma interação saudável, o escopo lírico é devidamente moldado por uma voz masculina afinada em um tom graciosamente doce. Na posse de Tim Woodbridge, ela é usada perante uma interpretação lírica que, curiosamente, instiga certo toque de tensão e suspense a ponto de instigar o interesse do ouvinte. É justamente nesse momento que o corpo rítmico começa a exalar uma mínima maturidade em sua arquitetura.
Entre pulsos espaços e firmes, a desenvoltura elaborada pela bateria desfruta de um desenho sonoro digital que dá à canção uma boa versatilidade estética. Alcançando um viés sensorial que é capaz de transpirar ligeiros estímulos dançantes que capturam a atenção do ouvinte, Woodbridge entrega boas doses de torpor assim que a canção atinge o seu ápice narrativo. Diante dessa formatação, Stone se vale pela sua base indie pop, mas com superfícies que flertam, de igual forma, com o indie rock.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/7n9E0Q6dXfTsjFm9fqX6Kp
Soundcloud: https://on.soundcloud.com/psJbhgyyfGmeLYGrz5

