Ela tem seu início marcado por uma ponta de intimismo. Porém, eis aqui um intimismo que oferece uma energia curiosamente esperançosa. Envolta em grande dose de resiliência e bem-estar, a faixa, diante da interpretação lírica sofrida do vocalista e do efeito que os pulsos do teclado causam, surpreendentemente flui para um ecossistema melancólico, mas não pegajoso.
Se tornando delicadamente pulsante, a faixa é preenchida por um lirismo de fato sofrido, mas que conta a história de um homem que se depara com a imagem de seu amor falecido refletido em sua frente. Entre questionamentos de se aquilo é um milagre, Don’t Believe In Angels encaminha o ouvinte para um refrão instrumental energeticamente dançante e com boas nuances de torpor.
