É interessante, pois desde seu despertar imediato, a composição coloca o ouvinte diante de uma frase rítmica sincopada, fluida e, até, pode se dizer, macia. Explorando um frescor e uma postura introspectiva através da sonoridade excêntrica da cítara, a faixa permite que o ouvinte vá percebendo energias mântricas tomando conta da atmosfera. Diante dessa constatação, o esotérico abraça o espectador de forma terna e hipnótica a tal ponto que se mostra capaz de tirá-lo todo o senso de lucidez.
Com uma instrumentação que ainda conta com a presença da flauta doce dançando independente e livre pelo ambiente, a canção tem direito, ainda, a versos líricos suspirantes e introspectivos proferidos pelo vocalista. Psicodélica em sua máxima essência, Divine Destroyer – The Mahakala Mantra, esbanja um misticismo penetrante e contagioso que escancara o fato de ser uma das canções mais importantes do novo álbum conceitual do Nepal Death.
