Áspera e ríspida, mas sem qualquer menção inclinada, propriamente, à percepção de agressividade ou, mesmo de impunidade, a guitarra serve como um elemento primordial não apenas na ilustração da postura da obra, mas no enaltecimento de um toque rebelde perceptível nas nuances da sonoridade por ela proferida.
Com o auxílio da bateria na construção de um ecossistema rítmico groovado e viciantemente pulsante, a paisagem sônica da obra recebe uma guitarra solo que grita, se contorce e regozija perante uma base de aparência curiosamente rígida. É nesse momento, inclusive, que The Truth escancara a influência de nomes como Jimi Hendrix em sua estrutura sônica repleta de linhas líricas sobrepostas.
