É de chamar a atenção a forma como a canção ambienta o espectador em meio a um escopo sensorial dramático e melancólico. Na verdade, é a introspecção e o torpor que se destacam através da sonoridade sintética desenvolvida. Evoluindo para um ecossistema sombrio conforme o ritmo se mostra sincopado, a composição é exaltada por meio de versos líricos rappeados proferidos por uma voz masculina de timbre levemente adocicado.
De beats bem marcados e pulsantes, mas sem a dureza que geralmente se encontra nessa paisagem sônica, a canção consegue explorar a densidade mesmo ausente do uso do subgrave, uma atitude até audaciosa. Esse é o ambiente escolhido pelo Tamujin para adornar Tyrant, seu novo som rap agraciado pelo seu lirismo alemão cheio de excentricidade.
