É como se a canção anunciasse o amanhecer diante de uma atmosfera mística, esotérica. Rapidamente, depois de um súbito sonar de natureza sintética, a canção passa a ser guiada inteiramente por Joshwa e seu timbre agridoce. Por meio dele, a obra adquire silhuetas introspectivas, mas, ao mesmo tempo, sedutoras. Provocativas.
Porém, assim que o escopo rítmico atinge a sua maturidade, o ouvinte não apenas identifica a natureza estrutural da canção, como também é fisgado por completo pelos seus estímulos irresistíveis e de generosa saliência. Isso acontece porque Wildflower, em sua máxima essência, se configura como uma canção house music de caráter completamente dançante.
