Se fosse apenas pelo piano, o ouvinte já seria capaz de identificar o swing e, portanto, toda a sensualidade que abraça a atmosfera da obra. Porém, a bateria rapidamente entra em cena, adquirindo para si outro grau de protagonismo em virtude de seus pulsos firmes e de suas conotações cheia de precisão.
Perante a presença de um timbre masculino encorpado e fanhoso vindo de Joe Devlin, Thankful se permite transpirar identidades sonoras souls bastante marcantes que contagiam, hipnotizam e viciam o espectador. Fluindo para um refrão de paisagem dramática, a faixa comprova que Devlin é um forte integrante na seara não apenas do retro-soul, mas do soul atual.
