Sua introdução pode ser definida como audaciosa, no mínimo. Afinal, a partir de uma harmonia desenhada por um violino de afinação grave e movimentação trotante, ela esboça, ao mesmo tempo, tensão, drama e um toque teatral épico. Conforme uma sirene começa a soar e uma voz feminina traz consigo versos puramente narrativos como em uma manchete radiofônica de urgência, a canção vai sendo dominada por um coro gutural de backing vocals e uma guitarra cujo dedilhar promove o intimista e o sombrio.
Dominada por um espectro rítmico-melódico explosivo e de conotação sensualmente provocante, a faixa acaba exortando bons traços de rebeldia ao mesmo tempo em que promove certo contorcionismo libidinoso como forma de escancarar um posicionamento firme e consistente. Adornada por uma paisagem sônica hard rock, portanto, a faixa explora uma interessante intersecção estética entre o estilo sônico produzido por Ozzy Osbourne e aquele observado nas obras do The Ugly Kid Joe.
Liricamente narrada por uma voz masculina de timbre intermediário e contornos cuidadosamente metálicos, os quais são obtidos por Stephen Wicks, a obra traz consigo uma ambiência oitentista que combina o etéreo com o caos de uma forma audaciosa. Diante desse espectro, The Doomsday Clock (85 Seconds to Midnight) confronta as ameaças existenciais humanitárias.
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