Pode parecer um grito agudo e de aparência sônica a ponto de beirar o esquizofrênico. Por outro lado, esse mesmo som pode assumir a forma do assobio de uma bomba rompendo a barreira do vento, conforme antecipa seu encontro com o chão. Sendo um ou outro, a verdade é que a identidade sonora inicial serve como uma espécie de abre-alas sintético para uma canção que, rapidamente, se apresenta ao ouvinte sob uma silhueta estruturalmente completa e madura.
Pulsante, leve e contagiante com uma mistura de rock n’ roll tradicional com ligeiras influências de um iê-iê-iê beatleniano, a faixa explora uma leveza fresca que atiça o interesse por parte do ouvinte. Intrigado com a paisagem que, gradativamente, vai se formando, a composição consegue mesclar pitadas de crueza sem prejudicar a sua identidade frágil.
Construída com o auxílio da interação direta entre uma guitarra distorcida em uma afinação retro e uma bateria de compasso simples, a música tem, na voz do vocalista, o ingrediente que, muito mais de salientar o toque cru, pincela ligeiras notas de acidez na atmosfera. Com ela, até mesmo a harmonia acaba tendo seu lugar ao sol, mesmo que não sendo o verdadeiro foco estético da obra. Agraciada por uma boa dose de swing, o que, consequentemente, confere sensualidade e senso de fluidez, The Old Songs é uma faixa em que o Map Of The Woulds traz uma visão cínica e absurdada, para não dizer debochada e cômica, perante o estado da humanidade.
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Site Oficial: https://mapofthewoulds.com/index.html
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