A delicadeza, o frescor e a sutileza andam juntas e de mãos dadas já perante a paisagem sônica introdutória. Não que ela necessariamente peça por um instante de introspecção, mas a suavidade de seu escopo sonoro é tamanha que o ouvinte, invariavelmente, acaba sendo capturado por um irresistível senso de torpor. Entre uma guitarra e uma bateria mansas, o escopo lírico inicialmente monossilábico e onomatopeico é o fator que mais deposita tranquilidade em tal ambiente.
Flertando com um dream pop confortavelmente entorpecente, a composição explora uma sonoridade conjuntural aveludada, amorfinante e esplendorosamente aromática em sua fragilidade contagiante. Diante desse caminhar organicamente fluido, o espectador entra em contato com um timbre masculino de caráter intermediário que, rapidamente, começa a desenhar o escopo lírico com uma sutileza sintônica.
Encorpada na medida certa por um baixo de grooves pontuais, mas muito bem perceptíveis, a canção explora uma cenografia hipnoticamente crepuscular ao mesmo tempo em que explora a vivência sensorial do transcendental. Do místico. Ainda que ritmicamente linear, The Sound Of Birdsong, na função de promover a interação entre GISKE e Maria Due, favorece a construção de uma paisagem denotativamente brisante e intimista em meio à sua sonoridade de identidade estrutural folk de postura indie embriagante.
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