Desde seu início imediato, a composição explora um estado intimista que beira uma melancolia tão pungente que, mesmo sem um enredo lírico propriamente formado, permite que o ouvinte vislumbre um rosto regido por um olhar completamente mareado e tomado por uma profunda emoção. Estruturalmente delicada e minimalista, a canção consegue, a partir da união da agudez simplória da guitarra com os uivos vocais, destacar a sua identidade cabisbaixa.
Crescendo de maneira a manter a sua veia introspectiva e sua identidade estrutural minimalista, a canção passa a ser apenas respaldada por nuances de um drama pinçante graças à contribuição serena ofertada pela bateria. Tudo isso tem razão de ser, uma vez que The Tempest usa da metáfora da tempestade para falar sobre o pesar e a traição de um pai separado de seu filho.
