Ela é simplesmente envolvente e cativante. Graças à forma como o violão se coloca em cena, o espectador entra em contato direto com o frescor e com a delicadeza, mas, também, com a generosidade de uma sensualidade educada e gentil. Serena e melódica, mesmo diante de um ecossistema sonoro minimalista, a faixa explora uma maciez latina lexicalmente irresistível.
Guiada pela voz feminina frágil e serena de Susana Ballesteros, a obra tem, em si, um toque de introspecção bastante enaltecido pelas pronúncias da dupla de violões que constrói tanto o escopo melódico quanto o harmônico. De refrão atraente, cativante e, acima de tudo, leve, Tinta, como sua própria atmosfera romanceada denuncia, fala do ato de amar sem limites, impedimentos ou represálias.
