Ela não é apenas alegre. Ela é delicada diante de sua vivacidade estonteante e organicamente contagiante diante de seus estímulos dançantes que tão logo são espalhados pela paisagem introdutória. Combinando texturas de veludo que se associam com uma sensualidade marcante e reconfortante com coros vocais que chegam a tangenciar o etéreo, a faixa mergulha em um instante de ritmo sincopado que lhe confere uma boa noção de movimento e fluidez.
Nesse ínterim, também o escopo lírico ganha vida. A partir de uma voz masculina macia, mas de traços fanhosos vindos da posse de Noetiko, o âmbito verbal é agraciado por uma cadência curiosamente rappeada capaz de trazer novas menções de movimento. Swingada em sua máxima essência, portanto, a faixa ainda conta com chimbais ligeiramente trepidantes e pulsos de um bumbo que agrega precisão à sua arquitetura.
Surpreendentemente, a canção passa a ser respaldada, em dado momento, pela voz feminina doce e equilibrada em agudez de Jacinta Hope. Com ela dominando determinados trechos líricos, invariavelmente a faixa cresce em sensualidade, mesmo não aderindo ao conceito próprio de libido. Diante disso, To The Sky se torna marcante por combinar o groove do rap com a sensibilidade do pop de forma a criar um ambiente atraente e viciante.
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