As guitarras s ecombinam em uma comunicação ue permite a mistura de veludo, dulçor e uma acidez curiosamente melódica. Mas não é necessariamente isso o que chama a atenção. Pouco depois da curta introdução, a bateria entra em cena produzindo um escopo rítmico pulsante e levemente trotante, enquanto o baixo se pronuncia perante um toque consistente, mas de gravidade levemente estridente.
É justamente nesse ínterim que Tom Minor entra em cena. Dando vida ao escopo lírico com seu timbre sereno e cuidadosamente amaciado, o cantor permite que a canção vá experimentando, muito além de um frescor envolvente, uma espécie de sensualidade cheia de brandura que contagia o ouvinte de forma puramente orgânica. Com um tipo de energia que transita entre o fim dos anos 90 com o começo dos anos 2000, a canção sugere uma leveza de parâmetros extasiantes que logo embriagam o espectador.
Com produção de Teaboy Palmer, a canção, ainda que mantenha o mesmo andamento rítmico durante toda a sua execução, não cansa o ouvinte e não soa repetitiva. Graças ao compasso verbal e às melodias desenhadas entre guitarra e baixo, Change It! alcança um ponto de contágio bastante saudável por se afastar do apelativo e garantir a atenção do espectador de maneira orgânica.
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