O torpor é uma questão sensorial que, invariável e consequentemente se apresenta como um verdadeiro protagonista estético. Em razão da maneira com que a camada lírica se relaciona com a melodia minimalista de caráter sintético, existe não apenas a criação da embriaguez, mas uma intensa e densa difusão de uma alucinação tão grande que soa como um efeito de morfina.
De postura comportamental introspectiva, a canção acaba diminuindo o contato com o inconsciente assim que promove a construção do primeiro verso. Agora com a presença de um timbre masculino de nuances levemente azedas, o ouvinte pode se apegar ao beat cuidadosamente pulsante que se forma na ânsia de oferecer o compasso rítmico. É assim que a união entre Tony Newbury e Xan Louis ofertam essa que é a versão remix de DOPAMINE, canção creditada ao primeiro.
