Junta ao piano, que se movimenta pela paisagem introdutória com suas notas graves de forma a promover, ao mesmo tempo, drama e reflexão, uma voz feminina surge entoando os primeiros sinais líricos com uma firmeza que chega a surpreender. Ainda que tenha certa agudez em sua identidade, ela se vale de uma postura enfática, certeira. Confiante. Ao mesmo tempo, ela chama a atenção por deixar escapar não necessariamente fraqueza, mas, sim, uma vulnerabilidade latente.
De postura introspectiva e estrutura instrumental inicialmente minimalista, a faixa acompanha a vocalista se fortalecendo de dentro para fora, de uma maneira em que não apenas a sua parte externa transpire determinação e empoderamento, mas, também, seu interior. A partir daí, a canção como um todo produz um aroma de poder, de força. Um cheiro que denota o senso de união.
Agraciada por um compasso rítmico simples perpetuado pelo som suave e sintético de identidade semelhante ao das palmas, a faixa mantém a sua base melódica direcionada pelo piano que, apesar de linear, carrega o seu centro emocional. Explodindo em um refrão dramático em que a cantora se usa de um tom ligeiramente encorpado e gutural, ainda que traga em si uma semelhança estético-estrutural para com Someone Like You, single de Adele, Throw A Brick – A Pride Anthem dialoga sobre as revoltas de Stonewall Inn ocorridas em 1969. Aqui, a mensagem disseminada é a do direito ao amor e à igualdade.
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