Quanto à sua introspecção, não há argumento que prove o contrário. Contudo, imergindo gradativamente nesse campo sensório-comportamental, o ouvinte acaba esbarrando em texturas ásperas de conotação sintética e em um viés curiosamente amorfinante pairando livremente pela atmosfera. São chiados que se comunicam diretamente com os pulsos de conotação sincopada. Diante dessa paisagem é que se tem o primeiro sinal do estímulo dançante.
Agora, no que se refere ao campo verbal, a composição guarda um campo à parte. Isso porque o timbre que dá vida ao enredo lírico é aveludado em um patamar quase digital. De aparência feminina adornada por um curioso toque de veludo, essa voz tem o poder de seduzir e hipnotizar o ouvinte desde a primeira palavra por ela proferida. O curioso é que isso acontece mesmo diante de sua natureza sussurrante, destacando, consequentemente, o seu poder de persuasão.
Sem dramaticidade ou sensualidade escrachada, a composição, conforme cresce em meio à sua própria desenvoltura, coloca o ouvinte em contato com pulsos agora pronunciados pelo teclado. Ocasionando em sinais duplos de uma melodia entorpecente, esses punchs se mostram leves a ponto de fazer de Tulips uma faixa house completamente emotiva de forma a enaltecer a própria sensibilidade de Brannen, seu compositor.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/4PsnYkphrjAWnFUvUi4Tz6
Soundcloud: https://on.soundcloud.com/7EPqeR6bw4MBRpAntX
Instagram: https://www.instagram.com/brannenmusician
