Pode até ser que o que salte na percepção sensorial do ouvinte seja a acidez. Porém, o que vai se tornando destaque conforme a canção se desenvolve é a sensibilidade inerente à delicadeza, ao dulçor e a fragilidade em seu sentido mais vulnerável. O interessante é que, diante dessa perspectiva, o ecossistema vai convidando e instigando o ouvinte a se deixar levar pela captura da dança. Da envolvência.
Com o auxílio da voz açucarada de Elin Engdahl, a canção explode em um cenário de energia contagiante que, inclusive, é capaz de ser recebida, pelo ouvinte, de maneira até mesmo tocante. Com uma estrutura que mistura equilibradamente o electropop e o EDM, Utopia traz a cantora buscando por uma profunda conexão emocional a partir do amor.
