Ela já nasce a partir de um conteúdo lírico gracioso proferido a partir de solfejos melodiosos e de conotação fresca envolvente. Ganhando a companhia de uma guitarra de riff limpo e agudo quase que de maneira sintônica, a faixa chama a atenção por explorar uma delicadeza envolvente, aconchegante e convidativamente aveludada.
Assim que uma voz masculina de identidade levemente nasal entra em cena, o ouvinte se vê diante de um dueto bastante harmonioso pela própria mescla de timbres. Nela, a suavidade fresca e frágil de Liz Hanks se funde à densidade linear de Nick Cody, causando uma interessante mistura de sensações associadas tanto ao torpor quanto à lucidez. Em verdade, porém, esse contexto dá à canção uma aparência não somente envolvente, mas uma fragilidade bela que chega a ser até mesmo terna.
Explorando somente os aspectos estruturais da melodia e harmonia a partir tanto das modulações lírico-interpretativas quanto das ondulações promovidas pela guitarra, a canção, quanto mais avança em sua desenvoltura, mais destaca a sua identidade instrumentalmente minimalista e de postura encantadoramente simples. Aromática, a composição surpreende ao ser presenteada com a presença densa e levemente dramática do violoncelo preenchendo o aspecto harmônico com seu charme erudito. Diante disso, We Are The Many se mostra uma faixa capaz de estimular as pessoas a disseminarem o amor e a emoção durante o Dia dos Namorados.
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