As ondulações sonoras feitas pelo sintetizador produzem melodias agudas e levemente dissonantes que conseguem proporcionar ao espectador um mergulho perante a um universo psicodélico, intimista e, consequentemente, alucinógeno. Embebido em um dulçor ligeiramente ácido, tal ecossistema sofre uma transformação brusca no que tange aos seus oferecimentos sensoriais.
Explodindo em uma temática sonora estridente, crua e bruta, ele explora sonoridades ríspidas em meio à presença de linhas líricas interpretadas por vocais embasados no uso de autotune. Sobrevoando um terreno capaz de se movimentar entre o torpor e o bruto, essa voz acaba evidenciando, também, o fato de que o Oxyzine se deleita na utilização de subgraves como uma maneira de alcançar mais densidade e pulso no que tange a esfera rítmica.
Sem qualquer menção de frescor, what it means to lose, mesmo diante de um estado iminente de poluição sonora, consegue comunicar ao ouvinte a existência de sensos de angústia e desespero, mas também de rebeldia e questionamento. Isso é de surpreender, pois essa postura acaba servindo como uma espécie de combustível de empoderamento para que o grupo consiga não apenas explorar, mas colocar no centro das discussões, a temática da deportação, dos Estados Unidos, de indivíduos que, nele, tentam entrar. Tudo, claro, com o ponto de vista bem definido do Oxyzine.
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