Uma sonoridade atmosférica vai ocupando o ambiente de maneira gradativa, mas, ainda assim, marcante. Proporcionando uma sensorialidade inerente tanto à reflexão quanto a um interessante viés melancólico, ela serve como uma perfeita recepção para uma guitarra que, a partir de um ressoar pausado, exibe um timbre agudo e levemente estridente englobado no drama e no pesar.
Tendo o violão como um elemento aparentemente responsável por suavizar a dor a partir de uma base melódica macia, dedilhada e cuidadosamente ondulante, a canção destaca um comportamento postural completamente intimista e frágil. Sendo ocupada por uivos agudos proferidos pela guitarra, a obra, nesse instante, recebe o nascimento da linha lírica, a qual é realizada por uma voz masculina de timbre delicado e agradavelmente aromático.
Na posse de JB Elwood, ela é usada de uma forma que se mostra capaz de dar vida ao enredo verbal a partir de um tom pensante, introspectivo e com nuances levemente lamentadoras. Ainda assim, não há sofrimento em sua forma léxica, mas a melancolia traz consigo uma espécie de pesar por aquilo que poderia acontecer, mas que não teve continuidade. É com cuidado, gentileza e um pingo de sabedoria consciente que Who We Are explora as consequências do término de um relacionamento.
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