Ela não pode ser definida apenas pelo simples adjetivo suspirante. Sim, é verdade que essa postura rege a desenvoltura inicial do violão, mas ela mesma dá à sonoridade da obra um caráter de delicadeza tão intenso que transcende até mesmo a significância léxica de tal palavra. Suave, singela e cuidadosa, a melodia unilateral perpetrada pelo violão é cuidadosamente respaldada por frases rítmicas pautadas na mesma sintonia de singeleza.
Intimista em sua máxima essência, a faixa se mostra agraciada pela presença de um baixo que se apresenta por riffs graves estrategicamente posicionados de forma pontual. Não que o instrumento transmita timidez, mas seus riffs curtos já são capazes de oferecer boas menções de corpulência e densidade. Na presença do timbre agudo e de menções firmes de Asta Bria, esse contexto se embebe de uma maciez tão profunda que não apenas beira, mas mergulha no torpor.
Ao mesmo tempo, porém, é preciso destacar que, dentro desse mesmo estímulo embriagante, os aromas se tornam penetrantes e capturam o ouvinte com suas identidades puramente romanceadas. Aromática, portanto, a versão cover de Will You Love Me Tomorrow, interpretada por Asta Bria, muito além de manter a essência da versão original, imprime a sensibilidade e a serenidade da cantora de forma a tornar a canção ainda mais transcendental em seu romantismo floral.
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