O violão entra em cena de uma forma tão suave que ele chega a ser dificilmente identificado diante de seus primeiros dedilhares. Contudo, assim que se faz mais presente, ele exorta uma natureza frágil envolvente e fresca que, mesmo associada a respingos de melancolia, não deixa que o ambiente seja capturado pela simples pungência. É inclusive nesse instante que o enredo lírico começa a ser construído e o ouvinte passa a dialogar com a graciosidade em sua forma léxica.
Introduzida por Celeste Marie Wilson a partir de seu timbre doce e levemente rouco, essa qualidade passa a reger a paisagem da composição de forma a engrandecer o seu aroma de nuances florais. Introspectiva e marcada por um momentâneo minimalismo estético-estrutural bem trabalhado, a faixa chama a atenção por, em dado momento, por se permitir mergulhar em meio ao drama.
Graças aos breves pulsos rítmicos e à firmeza das notas levemente graves do piano, o sentimentalismo atinge uma elevação considerável que é, ainda, agraciada pela presença lamentadora e valsante do violino que, com leveza, se apropria da base harmônico-melódica. Eis que o ouvinte consegue capturar, por entre as modulações lírico-interpretativas, uma melancolia que torna Willow uma canção folk intimista marcada pela influência de lendas do country e do tom poético do gênero musical aqui citado.
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