Ela já nasce com uma paisagem minimalista, o que, por si só, evoca certo charme que, instantaneamente, desperta o interesse no ouvinte. De nuances sensuais identificadas por meio da desenvoltura da melodia do instrumento, a obra, ao mesmo tempo, consegue combinar sensorialidades inerentes ao romance e ao introspectivo, mas com uma invejável delicadeza.
Sensível em sua máxima essência, a canção vai arregimentando sua paisagem minimalista como prova de que, com menos, se pode fazer mais. Isso porque, apenas com o auxílio do violão, além da sensualidade, da introspecção, da delicadeza e da sensualidade já anteriormente pontuadas, o ouvinte tem acesso a curiosos rompantes melancólicos transpirados de cada aresta sonora. Conseguindo, nesse ínterim, convidar o espectador para momentos de reflexões ternas, a faixa enfim enaltece a sua identidade latina penetrante e envolvente.
Porém, quanto mais se desenvolve, mais a obra deixa clara que, em verdade, o violão está imerso na paisagem sônica do flamenco, o que, consequentemente, responde às suas nuances amaciadas e frescas. Diante de Winter’s Light, a sensibilidade de Martin Lloyd Howard transferida de maneira direta ao violão de nylon leva o ouvinte se perder em uma energia irresistivelmente relaxante enquanto percebe a luz do sol de inverno refletida por entre os vitrais.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/5f83vtRoIg611zufq6A6ID
Soundcloud: https://soundcloud.com/user-968993567/winters-light

