Não precisa de muito. Afinal, já através do timbre grave do vocalista e da forma como ele desenha o enredo lírico, o ouvinte consegue perceber generosas incursões de uma melancolia dramática pegajosamente saliente. Introspectiva em sua máxima essência, a faixa é marcada por uma espécie de minimalismo estético que beira o espectral.
Por meio dele, o torpor é um campo sensorial inevitável, cobrindo toda a atmosfera com sua presença densa, mas envolvente e enganosamente convidativa. Com notas de uma interessante crueza que auxilia na amplificação desse senso amorfinante, Woodbridge, CT, mesmo com a presença posterior da bateria e do baixo, mantém uma energia morfinesca que penetra profundamente o ouvinte.
