É interessante perceber como o som pode ser completamente estridente, mas, ao mesmo tempo, igualmente gordo, bojudo e de nuances ondulantes. A cada novo pulso rítmico que barra a sua continuidade marolenta, a canção permite que o ouvinte se perca em meio a sugestões de texturas que, facilmente, rememoram a atmosfera de músicas pautadas no som electro.
Ainda assim, é necessário pontuar que, longe de qualquer expectativa, a canção se pauta em beats de natureza dura e de aparência limpa, afastando, portanto, a ideia de que se imergeria na utilização massiva do subgrave. Eis então que, de repente, a canção passa a se aventurar por uma estrutura rítmica mais fluida que denuncia imersões em relação ao campo da house music. Se tornando minimamente envolvente, a partir daí, a canção passa a transpirar silhuetas de uma identidade curiosamente swingada.
Mantendo a sua postura introspectiva, a faiuxa vai dando cada vez mais vazão ao seu sintetizador de cráter frio e áspero. Diante dessa estrutura que mistura introspecção e torpor com estímulos dançantes e igualmente amofinantes, Worm Lip se mostra uma composição que se vale, especialmente, pelas baixas frequências que dominam seu desenho sonoro, o qual, acima de tudo, denuncia a sua essência pautada no indietronic.
https://fivegreencircle.bandcamp.com/track/worm-lip
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