Sua melodia se apresenta minimalista, tímida, delicada. Ao mesmo tempo, é interessante notar que, ainda que com pouco estímulo sonoro, a faixa consegue ofertar nuances de um contágio bastante sedutor. Evoluindo de forma a combinar a suavidade aguda da guitarra com uma bateria de pulsos curiosamente sincopados que insere nuances rapeadas diante do ecossistema rítmico-melódico, a obra ainda se vangloria por alcançar dulçor, gentileza e fragilidade por meio tanto do timbre quanto da interpretação lírica assumida por Taylor Lally assim que essa entra em cena.
Contribuindo para a arregimentação de um ecossistema cheio de serenidade e, portanto, bons graus de leveza, a cantora é capaz de tornar a atmosfera fresca e simultaneamente entorpecente. Porém, o que invariavelmente chama a atenção do espectador e o torna refém por completo da composição é um refrão estruturado diante da junção de palavras de sonoridades onomatopeicas que, curiosamente, causam um efeito chiclete e, consequentemente, viciante.
Contagiante, atraente, sedutora e até mesmo repleta de brisas sensuais, a canção, mesmo se desenvolvendo diante de um escopo rítmico linear, não esconde a sua natureza refrescante e branda. De título peculiar, Yabadabadooda é uma faixa em que Taylor une sonoridades e beats do mundo do rap com texturas incontestavelmente brisantes que fazem, da morfina, um ingrediente sensorial inquestionável de sua receita sonora.
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