A banda de Nova Jersey, Your Best Nightmare, fez um ótimo lançamento em 2023 com um EP autointitulado. Em suas cinco músicas era claro o inserimento do quarteto ao cenário indie. Em 2024 veio o primeiro álbum “Presents: A Simple Solution For Toxic Masculinity”, com mais amadurecimento musical, mas os temas sempre trazendo um contexto punk. Seis meses depois, saiu o segundo álbum “It’s Alive!! In London!!”, que apresentou o trabalho da banda ao vivo. Neste álbum, o grupo explorou mais o som acústico, mas agora com “St. Agnes” (2025) a galera retorna com um direcionamento mais punk do que nunca.
Deixando um pouco de lado o clima de banda de garagem, Your Best Nightmare investe mais na velocidade e distorções. Para acompanhar esse novo direcionamento, a cozinha também se adapta com andamentos rápidos, além de pesados. Até a cantora Erin Porter exprime mais personalidade ao cantar. Your Best Nightmare, que adotou o ukulele como uma peculiaridade em suas músicas, entra em uma nova onda de selvageria, mas sem abandonar a melodia que desde os primórdios cresce entre as canções. Ou seja, o processo evolutivo não termina aqui. “St. Agnes” pode ser um divisor de águas pelo direcionamento, mas também pode ser uma ponte para mais qualidade de composição.
A introdução da canção é comandada por um baixo pulsante e pomposo. Em seguida, o restante do barulho se faz presente com riffs cortantes e rasteiros. “St. Agnes” forma uma atmosfera quase caótica, levando em consideração a produção ácida e pouco límpida. Até aqui, tudo normal, pois para ser punk a música não precisa agradar a ninguém com produções bem pagas. A banda insere tanta garra e vibração na canção, que qualquer crítica em seu desfavor será dita por quem não manja de espontaneidade, pois o Your Best Nightmare é isso, uma banda espontânea.
“St. Agnes” é tudo que contraria a introspecção, aqui não existe clima denso nem espaço para melancolia. O ritmo é explosivo e a harmonia é intrínseca, ou seja, possui essência própria e uma pitada de revolta, afinal, as raízes da banda continuam inabaláveis. A música, basicamente, aborda uma relação tóxica que culminou em raiva e desapego. “Essa música veio de um poço profundo de raiva, acho que todos nós encontramos alguém que absolutamente não podemos perdoar em um mundo que prega o perdão”, declara Porter. Resta saber se o próximo álbum receberá um pouco mais da transformação que a banda traz aqui.
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