De imediato, a sanfona desfila boas inclinações de excentricidade com seu sonar tipicamente adocicado e ácido. Promovendo um compasso sincopado com leves nuances de swing, o instrumento imprime, portanto, regionalidade e uma autonomia inquebrantável à composição em andamento.
Rapidamente, uma voz feminina firme e encorpada surge em cena, puxando o enredo lírico perante uma interpretação encorpada e operística. Agraciada por uma camada aromática e uma sensorialidade dramaticamente teatral, a faixa traz Zita Terteryan diante de uma performance baseada no tango que dá outra roupagem à Yo Soy María, faixa creditada a Astor Piazzolla.
